Domingo, Junho 08, 2008


Olho de Tigre

Meu professor de boxe sempre me dizia:
- Júnia, você é ótima no ataque, mas esquece da defesa!
Você sempre você baixa a guarda, precisa se proteger.

Uma realidade.
No boxe e na vida.



Disse Jay Cee às 11:00 PM



(...)


Quarta-feira, Junho 04, 2008

Presente que me dei de aniversário:







Lucy Lawless é linda e canastrona.
A série tem erros históricos graves e Ares é o deus
da Guerra mais Village People que eu conheço.

As lutas são surreais e o Chakram da Xena é
algo que a Nasa deveria estudar.

Mas e daí? Eu AMO mesmo assim.


E se me chamar de cafona toma voadora na cara.


(Quem vê, pensa.)




Disse Jay Cee às 12:49 PM



(...)


Segunda-feira, Junho 02, 2008

Thirty Three

E hoje, uma manhã fria e cheia de neblina, acordei mais velha.

Chatíssimo quando, no meio da minha alegria por estar mais
um ano viva, alguém me diz:

- Porque tanta alegria? É um passo a mais em direção
à morte.

E eu não estou “morrendo” desde o dia que fecundei
aquele óvulo, há mais de 33 anos?

Besteira.

E hoje também nasceram:



Johnny Weissmuller, o eterno Tarzan.


Marquês de Sade, que dispensa apresentações.


Cagliostro, célebre ocultista italiano.


Takijiro Onishi, o pai da ideologia Kamikaze.

E como nada é perfeito, dois bateristas nasceram hoje também:

(Pausa para xingamentos e pedradas dos fãs)


Charlie Watts, dos Rolling Stones.


Fabrizio Moretti, dos Strokes. Conhecido também como o
namorado brasileiro da Drew Barrymore.



E em 02 de junho de 1566 morria:


Michel de Notredame, vulgo Nostradamus.

E hoje também é o dia da deusa nórdica Syn, a guardiã dos
portais para o mundo mágico.


Tutti buona gente.

***

Mas o mais importante mesmo é que

HOJE É MEU ANIVERSÁRIO!

Obrigada a todos pelos e-mails, scraps,
cartões e mensagens via MSN.

E claro, os abraços e apertões ao vivo que já me deram.
E eu quero mais!

E quem tem sido minha vítima do Youtube nos
últimos tempos, sabe o significado do vídeo
abaixo para mim.





Disse Jay Cee às 9:21 AM



(...)


Sábado, Maio 10, 2008




Perfeita.

Disse Jay Cee às 10:15 AM



(...)






Lonely but not alone

Saí da sala para o intervalo.
Opto por descer os dois andares pelas escadas,
propositalmente alheia ao que se passa à minha volta.

Ouço um grito no final do corredor: Hey Júnia!
Alguém passa por mim e puxa meu casaco.
Uma garota, da qual não lembro o nome, me sorri.
Um professor do semestre passado me acena,
perguntando como eu estou.
Na fila da cafeteria, um vulto sorridente puxa meu
cabelo por trás e rindo me pergunta em que
dimensão estou.

E passado os 15 minutos de recesso, subo
os mesmos degraus de volta para a sala
e não é diferente:
- Oi Jú!
- Paulista!
- Porque você nunca atende seu celular?
- Júnia, preciso falar contigo depois!
- Tu tá bem, Junilda?

Como é “revoltante” ver e sentir o afeto das
pessoas por mim, pois isso não condiz com
a miserabilidade que eu insisto em vestir.
Seria conveniente se eu fosse feia, burra,
sem amigos e sem carisma.

Mas eu sou solitariamente bonita.
Inteligente.
Cheia de amigos.
E carismática.

As pessoas gostam da minha presença.
Mas a grande contradição é que quero estar só.
Miseravelmente só.

(at PUC, 21:23, 07/05/2008)



Disse Jay Cee às 8:55 AM



(...)


Quinta-feira, Maio 08, 2008

Há um tempo li um conto do José Saramago,
chamado “O Centauro”.
A sensação que eu tive ao terminá-lo foi – vocês
hão de perdoar meu trocadilho nada criativo –
a de um coice no meio do peito.
E hoje comecei “O Centauro no Jardim”, de Moacyr Scliar.


A figura do cavalo sempre me intrigou.
Na infância , passava minhas férias correndo
pelos pastos da fazenda de meu tio em Goiás.
Ignorava as vacas: sempre as achei tolas, gordas
e meio burras.
Mas os cavalos, não: a imponência e a
plasticidade desse animal sempre me atraíram.

Eu ficava horas observando-os.
Lembro até hoje de uma égua prenhe a pastar
com uma barriga colossal.O cavalo que era o pai
de sua cria não saia do lado dela um minuto que fosse
e sempre acariciava a grande barriga com o focinho.

E a primeira vez que montei um cavalo foi com meu pai.
Ele foi totalmente imprudente, hoje vejo: imagine, montado
com uma criança de 7 anos, galopando em disparada
pelo pasto aberto. Fiquei em pânico e até hoje lembro
da respiração do animal. E senti pena do cavalo, pensando em
como deveria ser difícil correr com aquele peso todo.

Mas se eu pudesse escolher o animal no qual
eu me transformaria, dentre tantos que amo
– lobos, corujas, corvos, felinos e caninos –
eu seria um cavalo.

Toda vez que vou ao cinema e o Pégaso
da Tri Star Pictures aparece na tela, fico maravilhada.
Adoro a imagem: a pena das asas, o cavalo branco,
aquela imponência.



Meus personagens mitológicos gregos preferidos sempre
foram os Centauros e Pégaso: a figura do meio homem/meio cavalo
é a personificação da grande dicotomia humana : o primitivo e o racional,
em batalha campal dentro de nós.

Quanto a Pégaso , pensar que algo belo como esse cavalo
teria nascido do sangue da cabeça da Medusa sempre foi para
mim uma metáfora e tanto sobre a mudança do estado das coisas.
É a larva libertando-se do casulo como uma borboleta.

Todos os dias travo essa batalha, Centaura que sou.
E secretamente sempre torço para que o animal prevaleça,
porque o considero o melhor em mim.
São meus sentimentos mais sinceros, a Júnia crua e bruta.

Só espero não trocar esse meu lado tão apaixonado,
sincero e impetuoso, pelas comodidades beges.
.
Às vezes, me entristeço porque sei que partes desse
cavalo foram mortas ou sufocadas em mim.

Mas boa parte dele permanece aqui.
Relinchando e exigindo liberdade, sempre que
considera adequado.

E, admitindo ser essa Centaura, aceito também
a sina de ser uma pessoa ao meio, com uma parte faltante.
Não sou completa em nenhuma das partes.

E o cansaço bate e penso que é assim que
seguirei : ao meio.




"Shiver and say the words
of every lie you've heard

First I'm gonna make it
Then I'm gonna break it
Till it falls apart
Hating all the faking
And shaking while you're breaking
My brittle heart"


UPDATE: Como eu pude esquecer?
Meu caderno da faculdade tem

cavalos na capa...

Disse Jay Cee às 11:45 PM



(...)


Sábado, Maio 03, 2008

Da aparente ausência do medo

Em minha vida eu já:

- Tive uma arma apontada para o meu peito.
- Quase morri afogada
E atropelada.
- Já estive nas montanhas-russas mais malucas
que encontrei e foi por esse mesmo motivo
que as escolhi.
- Caminhei em plena escuridão por 8 km.
Você, em algum momento, deve ter passado numa
estrada à noite. Vegetação e mais vegetação em volta,
que você só viu porque os faróis do automóvel/ônibus/caminhão
iluminaram àquela direção. Pois bem, era essa a escuridão.
- Jorrei sangue. Rasguei pele. Vi músculos e gordura
– meus somente – expostos.
- E não levei em consideração certas ameaças que
hoje eu repensaria, com certeza.

Profissionalmente:

- Atendi as pessoas mais detestáveis, mal-educadas e grosseiras.
Berrando ao telefone, na minha cara, batendo na minha
mesa e derrubando coisas.
- Levantei em meio a uma reunião de diretores e
supervisores e disse, em claro e bom português,
que aquela reunião era inútil e burra , e que estávamos
perdendo tempo.
E que eu queria ir embora.
- Diversas vezes, por conta de meu temperamento
impulsivo e apaixonado, falei demais e meti os pés
pelas mãos. Mas mantive minha posição.

Academicamente:

- Apresentei trabalhos dificílimos: tanto por falta de
coesão do grupo – deve haver uma área no inferno
chamada “Trabalhos em Grupo” –
quanto pela aflição
de um professor meticulosamente atento que
alardearia qualquer falha.
- Suei frio com os brancos eventuais.
- Amaldiçoei minha prolixidade quando eu deveria ser
objetiva e sucinta.
- Repeti insultos e ironias perto das pessoas que eram
o tema delas. E isso inclue professores.
- Tremi diante de provas que eu simplesmente não sabia
por onde começar e de trabalhos que eu não
conseguia concluir.

***
Da perplexidade e do engasgo diante dos
próprios sentimentos


Peça-me para falar sobre mitologia em geral,
a vida de Cleópatra, Roma Antiga, filmes de zumbis,
desenhos animados, fofocas inúteis sobre celebridades,
astrologia, notícias bizarras, filmes que aparentemente só
eu assisti ou literatura.
Ou até sobre o nada: posso tecer um longo e nonsense
discurso sobre a aerodinâmica das asas das joaninhas.
Mas para me colocar numa situação constrangedora,
pergunte-me sobre meus sentimentos.

Falar sobre isso é meu nó górdio.
Meu calcanhar de Aquiles. É a ferida exposta.
Ferida não é o termo: é como estar nua numa
tempestade de neve.
Essa é a imagem.

***
Da tensão constante e da relevância das palavras

E admito: sou tensa. Internamente tensa.
Você olha para mim e imagina estar diante
da pessoa mais paciente, observadora e tolerante
do Universo.
Coisas que também sou, aliás.
O “problema” é a minha mente que procura mensagens
onde simplesmente não há nada.
Ou que não entende que nem tudo precisa
ter um significado.
E também de levar tudo a ferro e fogo.

Repetem isso para mim, sempre:
- Não leve tudo tão a sério.
Fato que considero curiosamente contrastante
para uma fã de Monty Phyton como eu.

Eu adoraria ser displicente, comedida,
dissimulada e fria.

Controle emocional é o que há, dizem: alguém
me ensina?


Eu não consigo sentir algo sem “queimar” por dentro.
Não consigo ter sensações, impressões e opiniões
e vesti-las de outras coisas senão elas mesmas.
Não faço parte dos medianos mornos.
Ou quem sabe eu faça parte dos medianos que acham
que não o são, mas isso é outra história.

O que quero dizer é que eu realmente gostaria de
expressar meus sentimentos de uma forma mais calma.

Eu simplesmente queimo e espero que o outro
lado sinta as labaredas junto comigo...


Verborragia terapêutica

E você que é tão paciente, curioso ou masoquista,
merece uma canção.

Porque no final das contas, tudo se resumiria a isso:




Disse Jay Cee às 1:08 AM



(...)


Quarta-feira, Abril 30, 2008


Dia 11/05 estarei lá.




Te digo: sonho de infância realizado.
Sou fascinada pelo David Converdale e eu simplesmente amo
Whitesnake. E até que enfim vou vê-los ao vivo.

Não vejo a hora.

Ai ai.

(Júnia roendo as unhas porque vai ficar de
frente para o palco
).




Disse Jay Cee às 1:27 PM



(...)


Terça-feira, Abril 29, 2008

La Diva Boxeur lançou Hard Candy para o mundo.

Em breve teremos uma resenha altamente pretensiosa por aqui.



E"She's not me" é a minha preferida até o momento.
Quer ouvir? Clica
AQUI.


I should have seen the sign way back then
When she told me that you were her best friend
And now she's rolling, rolling, rolling
And you were stolen, stolen, stolen

She started dressing like me
And talking like me, it freaked me out
She started calling you up in the middle of the night
What's that about?

I just want to be there when you discover
You wake up next to your new lover
She might cook you breakfast and love you in the shower
The flavor of the moment, 'cause she don't have what's ours

She's not me
She doesn't have my name
She'll never have what I have
It won't be the same
(It won't be the same)


I should have seen the sign when you were here
Under a different light, it's all so clear
She was stealing, stealing, stealing
And now you're feeling, feeling, feeling

She started dyeing her hair
And wearing the same perfume as me
She started reading my books
And stealing my looks and lingerie

I just want to be there when you discover
You wake up in the morning next to your new lover
She might make you breakfast and love you in the shower
The thrill is momentary, 'cause she don't have what's ours

She's not me
She doesn't have my name
She'll never have what I have
It won't be the same
(It won't be the same)

She is licking her lips
And she's batting her eyes
(She's not me)
She's got legs up to there
And such beautiful hair
(She's not me)
Oh, devoted for life
Make a beautiful wife
(She's not me)
If you spend some more time
I guarantee you will find
(She's not me)

I know I can do it better

If someone wants to pimp your style
And hang with you a little while
And make off with all the things you like
You're gonna have to watch it

She's not me
She doesn't have my name
She'll never have what I have
It won't be the same
(It won't be the same)

(Never let you forget)

She's not me
She's not me, and she never will be

(Never let you forget)

She's not me
She's not me, and she never will be

(Pharell sings)
Got a funny way of show your feelings
I guess it was some bullshit saying you love me love me
Guess my expectation hit the ceiling
When it come back it xx just trust me trust me
Wendy

She's not me
She's not me
She's not me, and she never will be



Disse Jay Cee às 2:01 PM



(...)


Quinta-feira, Abril 24, 2008



Quando criança, lembro da euforia de algumas
amigas quando ganhavam um diário.
Normalmente era rosa, cheios de flores e criaturas
fofas estampadas nas folhas e na capa e com um
cadeado em forma de coração.
E uma chave charmosa e minúscula, claro.

Acho que esse detalhe arrematava tudo:
imagine, um lugar onde você poderia escrever
os seus segredos, protegido de tudo e de todos?

Não conheci uma pessoa que tivesse
tido perseverança nesses diários.
E eu nunca quis um.
Os motivos? Nunca gostei de coisas
“fofinhas e cor de rosa”.

E também a obrigatoriedade de escrever
o que eu sentia num espaço tão restrito...

Mas eis que hoje eu tenho um “diário”.
Não é rosa, não tem coelhos pulando e
muito menos cadeado: são 75 páginas em Word
– até o momento – e mais de 182 mil
caracteres digitados. E isso me espanta!

Esse “diário” começou há alguns meses
pela necessidade de extravazar certos
sentimentos e pensamentos – função
óbvia de todo diário, creio eu.
No meu caso, eu só comecei a escrever.
E tem sido assim.

E como os setores de nossa vida são
sempre entrelaçados, outros assuntos
acabam surgindo.

Eu simplesmente coloco a data e a hora
em que estou escrevendo e normalmente
nem leio o que escrevi antes.

Hoje me dei conta do montante.
E fui repassando trechos, lendo partes.
Relembrei sentimentos de meses atrás e ri das
minhas “declarações” destrambelhadas.

Um exemplo?
“E minha vida segue, nesse mar de lama da
demência em que eu resolvi chafurdar.”


*(risos histéricos de Júnia relendo isso)*

E pior que na hora isso foi sério!
Que imagem: “lama da demência”.

Escrever sempre foi terapêutico para mim.
Raramente comento meus assuntos íntimos e
quase sempre sou genérica.

Você, que fala comigo no dia-a-dia e me
conhece já há algum tempo, lembra de eu ter dito
algo realmente íntimo ? Ocasião rara.

E quando tento falar sou prolixa. Totalmente.
Dou voltas e não chego a lugar algum.

Então, escrever é minha saída.
Sou mais concisa quando escrevo, acredito.
E como é algo que ficará registrado, posso retomar
aqueles pensamentos e analisá-los mais tarde e é
o que tenho feito.

Há alguns anos, escrevi um “diário” parecido com esse.
Tantas coisas.
Enchi disquetes e mais disquetes (alguém lembra disso?)
com anotações sobre aquela situação.
Guardei tudo.
E um dia, numa dessas faxinas de feriado,
deparei-me com os disquetes.
Nunca pensei que me desfaria de forma tão prática
de todos aqueles sentimentos, pensamentos, amores
e dores guardados ali.
Mas fiz.
Eu sempre digo que o antigo precisa dar
lugar ao novo.
Mas escrever sobre isso tem me dado alívio
e autoconhecimento.
Houve vezes que pensei estar cultivando algo doentio.
Mas não: essa é a minha forma de desopilar.

Espero guardar esse meu “diário”.
Modéstia a parte, ele tem trechos ótimos.
Quem sabe o uso num romance ou em um roteiro,
quando tudo isso deixar de ter esse peso?
O dia que ELE não estiver mais aqui dentro,
ocupando um espaço não merecido.

Um dia, isso tudo se diluiará pelo mundo.
Eu espero.





Disse Jay Cee às 4:47 PM



(...)




"Há muitas coisas no seu
coração que você nunca pode dizer
a outra pessoa.
Elas são você, suas alegrias particulares,
suas tristezas, e nunca podem
ser contadas.
Se as contar, você estará barateando-as,
barateando a si mesmo."

Greta Garbo

The current mood of Ravenna666 at www.imood.com

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Júnia
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